E=mc²

A matéria é um estado da energia e a energia um estado da matéria... [sophie]

quarta-feira, março 15

A usabilidade como energia I

Tendo em conta os trabalhos desenvolvidos por Nielson, assim como por Bruce Tognazzini e Patrick W. Jordan, são várias as heurísticas utilizadas para avaliar a usabilidade de um produto. Assim sendo, partirei para uma análise mais cuidada do sistema SIGARRA, relacionando os vários princípios para uma boa usabilidade com o que se pode encontrar e interagir na plataforma das faculdades da Universidade do Porto.

Um produto deve ser consistente, na medida em que operações similares têm modos similares de funcionamento. Este princípio minimiza o conhecimento do utilizador ao apreender e utilizar um produto, já que permite aos utilizadores generalizarem experiências anteriores. No SIGARRA pode-se notar que a consistência se vai perdendo quando se navega no site e comparando com o de outra faculdade. A coerência visual mantém-se, mas os menus não são consistentes a nível de conteúdo. Uma informação específica numa determinada faculdade não se encontra no mesmo sítio (ou de todo) no site de outra. Tome-se como exemplo o menu principal e compare-se entre as várias faculdades – no site da Faculdade de Economia tem-se a opção de “Órgãos de Gestão” enquanto que no site da Faculdade de Letras só se chega a essa opção após seleccionar uma primeira – “Serviços”.

A compatibilidade de um produto pressupõe que o modo de funcionamento é compatível com as expectativas dos utilizadores (apreendidas com a utilização de outros sistemas ou de experiências no mundo exterior). Contudo, a navegação no SIGARRA é muito incoerente. Não tem uma estrutura pensada a priori, aliás, mais parece que à medida em que a informação foi aumentando, se foi aproveitando o espaço em branco (vital para a página respirar) e colando-se “post-its”, sem seguir um estudo de arquitectura da informação. Para um novo utilizador é bastante complicado ordenar-se no meio de tanta informação disponibilizada logo na primeira página. Seria óptimo adoptar uma nova política de organização, em que as informações estariam condensadas numa determinada área e num determinado sector.