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A matéria é um estado da energia e a energia um estado da matéria... [sophie]

quarta-feira, março 15

A usabilidade como energia II

Continuando a análise ao sistema SIGARRA, é muito importante focar a capacidade do sistema conseguir prevenir erros, ou seja, que a probabilidade de erro seja minimizada e caso os erros ocorram, possam ser fácil e rapidamente recuperáveis. Este não é o caso do SIGARRA. Aliás, esta plataforma não fornece qualquer tipo de apoio ao utilizador. Nem sequer um ficheiro de ajuda ou um mapa do site. Fornece apenas uma pequena e breve explicação sobre a estrutura e apresentação das páginas. Ora, graças a uma estrutura confusa, um utilizador não tão bem preparado ou mais distraído pode perder-se facilmente, ou inclusive, como me aconteceu a mim, preencher inquéritos e no login posterior ter uma chamada de atenção de como ainda não os tinha preenchido. Este erro podia ser facilmente evitado.

O feedback também é outro mal do SIGARRA. O utilizador não é acompanhado em todo o processo de navegação. O sistema deveria ser capaz de apreender as acções do utilizador e fornecer uma indicação sobre o resultado dessas acções. Contudo, o que se verifica é que o utilizador nem sequer é acompanhado em toda a sua navegação – o “caminho de migalhas” perde-se a meio, não fazendo a ponte entre a página inicial e a página final.

Um outro princípio indicado por Patrick W. Jordan tem a ver com a forma como a informação é disponibilizada, pois deve ser lida de uma forma simples e rápida e sem causar confusão. No SIGARRA a informação é apresentada numa estrutura bastante confusa, com botões tanto num menu no lado esquerdo, como num menu no lado direito, como no topo, como ainda no centro da página inicial. Este facto dificulta a organização e apreensão dos conteúdos da parte do utilizador. Este ponto está em muito ligado à prioridade que deve ser dada à funcionalidade e à informação.

Quanto à utilização apropriada da tecnologia, pode-se dizer que a resposta é afirmativa, na medida em que o SIGARRA cumpre as normas estabelecidas pelas prioridades 1, 2 e 3 da World Wide Web Consortium - Web Content Accessibility Guidelines 1.0. Assim se comprove que à uma preocupação para as necessidades especiais que o utilizador possa ter. Contudo, a estrutura das páginas leva a uma inconformidade com a interiorização da informação.

Norman (1988) refere-se às affordances como propriedades de um design que fornecem pistas de como o produto funciona. Contudo, o SIGARRA não consegue ser tão explícito como seria de esperar, já que é o sistema que integra a Universidade Pública do Porto, logo, deve estar apto a receber qualquer tipo de utilizadores, quer tenham necessidades especiais ou não.

Para além disto é importante referir que há um interesse crescente em adaptar as cores do site, não somente às cores relativas a cada faculdade, mas tendo em conta que vários utilizadores podem ter deficiências quanto à visão, nomeadamente quanto à distinção de cores. Esta atenção verifica-se principalmente no website relativo à Faculdade de Engenharia, mas está a ser adoptado pelas outras faculdades.